Expectativa de crescimento no setor de postos de combustíveis


Expectativa de crescimento no setor de postos de combustíveis

O primeiro #blogPronto do ano traz análise de 2019 e projeta o que vem por aí

Em 2019 tivemos o Etanol e o Diesel como carros chefes em crescimento de vendas. A alta no consumo do Etanol, por exemplo, aconteceu, na maioria das vezes, por conta da comparação que o consumidor faz com o preço da gasolina. E essa é uma realidade que só tende a crescer.

O Brasil atingiu 8,5 milhões de hectares de cana-de-açúcar em 2019, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Neste ano, das 642,7 milhões de toneladas de cana a serem moídas no país, cerca de 65% serão destinadas à produção de Etanol (anidro e hidratado), um crescimento de 3,6% em relação à safra anterior.

O Pronto Combustíveis ouviu o presidente da SCA Etanol do Brasil, Martinho Seiiti Ono, que está otimista com tudo que vem pela frente. “Tivemos nos dois últimos anos, um crescimento superior a 40%, usando toda a capacidade instalada de produção das Usinas para o etanol hidratado. O ciclo de crescimento de ofertas deve acontecer paulatinamente nos próximos anos, com maior reflexo de volume a partir de 2022, quando novas usinas e refinadoras de etanol de milho devem ser inauguradas no país”, completa.

Tecnologias
 
Segundo Martinho, a tecnologia já é uma realidade em todos os segmentos e os postos de combustíveis precisam aderir a tendência para se tornarem mais competitivos. “Este setor de revenda é extremamente conservador, mas precisa aderir as inovações que o mercado desenvolveu para crescer junto”, afirma Ono.

Futuro 
 
 
Com o plano de desinvestimento da Petrobrás para reduzir seu endividamento e se concentrar na exploração e produção de petróleo, é esperado que sejam vendidas pelo menos oito refinarias à grupos estrangeiros. “O impacto da privatização das refinarias será diretamente às distribuidoras. Atualmente o suprimento é quase que totalmente estatal, salvo uma pequena parcela produzida por empresas privadas e outra parte importada”. diz Ono.

Segundo ele, será importante que os revendedores de postos bandeira branca se atentem aos preços para conquistar mercado. “Os postos bandeiras brancas devem ficar mais atentos aos preços praticados pelas distribuidoras porque com a entrada de empresas privadas é esperado que os preços se tornem mais variados entre as refinarias. Portanto, os preços deverão ser mais voláteis. Uma dica é realizar uma pesquisa diárias para não comprar mais caro em relação aos concorrentes”, explica o executivo.

É importante destacar que, tradicionalmente, no Brasil existiam apenas os postos bandeirados — vinculados a uma distribuidora. Os bandeira branca são relativamente novos no mercado, e a grande maioria nasceu porque se desvincularam das grandes distribuidoras e isso é uma tendência. “Estamos vivendo uma transição. É muito importante que os postos bandeira branca se tornem altamente competitivos e, acredito que eles só vão conseguir atingir esse status unindo melhor preço, com sua imagem, treinamento de equipe e qualidade dos serviços e produtos oferecidos”, finaliza.

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