Nova Selic faz dólar subir e intensifica pressão de novo aumento da Petrobras

Quinta-Feira, 18 de Junho de 2020
Principais Índices

Os preços internacionais do petróleo sofreram uma leve variação negativa nesta quarta-feira. Os novos casos do Covid-19 continuam desestabilizando o mercado. Em Pequim, na China, muitos voos foram cancelados e escolas voltaram a fechar para tentar evitar um novo surto da pandemia.

Um outro fator negativo para o mercado foram os dados publicados pela Agência de Informação sobre Energia dos Estados Unidos. As reservas comerciais de petróleo nos Estados Unidos atingiram um nível recorde pela segunda semana consecutiva, com um aumento muito maior do que esperado pelos especialistas, de 1,2 milhões de barris.

Em relação a gasolina, os índices Rbob e Golfo sofreram uma pequena variação e em direções opostas. O dólar também caiu ontem levemente e com isso, a disparidade entre a gasolina nacional e a estrangeira se manteve praticamente estável. O prêmio continua em -16%, o que representa uma diferença de – R$ 0,27 centavos entre os produtos. Com este cenário, a pressão para um aumento da Petrobras é forte. Pode acontecer a qualquer momento.

Paridade BR x Índices Golfo e Rbob

Em relação ao Diesel, o produto estrangeiro também variou muito pouco, em – 0,21%. Com isso, o cenário crítico continuou. A disparidade está representando um prêmio de – 13,30% e um diferença de – R$ 0,23 centavos entre os produtos. Pelo histórico, nota-se que a Petrobras busca estar acima da paridade no diesel, com um prêmio positivo. Dessa forma, o patamar atual exerce uma pressão extrema para que a empresa realize um novo aumento. A expectativa é que ocorra a qualquer momento.

Paridade BR x Diesel Importado

Além disso, o COPOM reduziu ontem a taxa básica de juros (Selic) de 3% para 2,25%. Este movimento afeta diretamente na subida do dólar e intensifica a pressão de aumento na Petrobras. Isso porque com uma taxa de rendimento mais baixa, a atratividade do Brasil para os investidores estrangeiros é reduzida e aumenta também, o deslocamento dos capitais aplicados aqui para outros ativos no exterior.

Derivados

Gasolina
A pressão de aumento, que já era forte, foi intensificada com a queda da taxa Selic – que impacta para alta do dólar. Um novo aumento da Petrobras pode acontecer a qualquer momento.

Diesel
O cenário para o Diesel é mais crítico ainda para aumento. Pois além do explicado para Gasolina, historicamente o Diesel nunca ficou com essa diferença de preço em relação ao internacional. Esperamos uma alta a qualquer momento.

Etanol

O movimento de retração nas usinas está mais evidente nesta semana. Os altos níveis de estoque e a paridade acima do esperado em relação aos preços atuais da gasolina não se sustentaram ao longo prazo.

O Etanol abriu 2,10 hoje. A expectativa de dois possíveis cenários continua:

– Com o aumento da Petrobras possível a qualquer momento, o Etanol entra num cenário de alta.
– Enquanto o aumento dos derivados não se concretizar, estimamos que o preço do Etanol terá uma pequena queda.

Vale ressaltar a grande volatilidade do mercado e como o cenário pode mudar em um curto período. Mais uma vez, a leitura diária deste relatório é muito importante.

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