4º dia de alta no mercado deixa PB com mais espaço para aumento de preço.

Quinta-feira, 06 de Agosto de 2020

Segundo a EIA, os estoques de petróleo no EUA caíram em 7,4 milhões de barris na semana passada. Como a previsão era de 3 milhões de barris de queda, o mercado reagiu bem aos números. O WTI e o Brent subiram, respectivamente, 1,18% e 1,67%.

No final da tarde de ontem, o COPOM decidiu pelo corte em 0,25% na taxa Selic e sugeriu que há possibilidade de novos ajustes ainda nesse ano. Movimentos de redução na taxa Selic resultam em valorização da moeda estrangeira. Entretanto, como a notícia saiu após o fechamento do mercado, ainda não houve impacto de alta no câmbio. O dólar fechou a quarta feira com pequena alta de 0,06%.

A gasolina do Golfo, continuou a tendência de subida. A alta foi de 2,19% e o spread ficou em -R$0,14, com o prêmio em -8,0%. A pressão para alguma alteração de preço da Petrobras não está forte, mas já vemos espaço para um pequeno aumento. Lembrando que, a volatilidade do mercado pode mudar o cenário rapidamente.

O diesel também manteve e tendência de alta e subiu 0,50%. Assim, o prêmio ficou em –2,1% e o spread em -R$0,04 centavos. Desta forma, o combustível continua em patamar onde há espaço para uma nova alta, mesmo que pequena.

Pelo quinto dia consecutivo, a usinas reduziram os preços e houve queda de -0,4% nas ofertas de Etanol. Desta forma, começamos a ver uma redução no custo de reposição das bases. O valor de R$1733,00/m³ está resultando em aproximadamente R$2,15/L de custo.

Derivados

Gasolina
A PB tem o histórico de deixar o spread entre -0,05 e -0,07 centavos, segundo a série histórica de preços da petroleira desde 2017. Desta forma, o spread em -R$0,14 não coloca a PB em situação de forte pressão, mas deixa espaço para aumento.
Os últimos aumentos foram feitos em patamares maiores de diferença, mas historicamente, já houve aumentos nessa faixa de spread.

Como o mercado vem há 4 dias em alta e aumentando a diferença de preço da gasolina internacional, nossa recomendação para hoje são compras máximas. Deixar estoques altos, pois, a não ser que haja algum sobressalto e imprevisto, não há tendência de redução.

Diesel
No Diesel, o spread está em patamar negativo. Hoje, a PB se encontra em posição em que há margem para um pequeno aumento no combustível.

Pela análise dos fatores econômicos e comportamento histórico da Petrobras, o Diesel está com maior pressão de aumento, ela costuma realizar aumentos nesses patamares. Recomendamos compras máximas.


Etanol

Houve, novamente, queda nos preços de venda nas usinas. O custo de reposição das distribuidoras ainda está em R$2,15. A paridade média histórica entre gasolina e etanol para o período é de 62% e resultaria em um preço de aproximadamente R$2,13 nas distribuidoras.

Desta forma, o preço do álcool pode cair moderadamente no curto prazo, mas um cenário de alta na gasolina pode mudar essa tendência. Assim, continuamos indicando compras moderadas para o Etanol Hidratado.

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