Petrobrás realiza forte reajuste nos derivados, mas alta do dólar mantém defasagem

Terça-Feira, 09 de Março de 2021

Cenário

Após forte alta no petróleo ocasionada pelo ataque terrorista à Arábia Saudita na sexta-feira (06/03), os índices apresentaram leve queda. A confirmação de que nenhum centro produtivo da commodity foi atingido fez com que o medo por uma redução na oferta ficasse mais brando.

De qualquer forma, com a forte defasagem que já se encontrava há dias, a Petrobras realizou reajuste de R$0,2342 na gasolina e R$0,1487 no diesel.

Em decorrência do cenário político brasileiro, o dólar apresentou forte alta de 2,34% e fechou o dia em R$5,82.

A gasolina do Golfo teve queda de -0,77%. Com a alta da Petrobras, o spread recuou para -R$0,37 com o prêmio de -11,3%. A gasolina reduziu a defasagem após a alta, mas a valorização do dólar fez com que o preço da gasolina continuasse abaixo da paridade internacional.

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O Heating Oil apresentou queda de -0,90%. Com o reajuste no diesel, o spread recuou para –R$0,25 com o prêmio de -7,0%. A defasagem recuou, mas a alta do dólar fez com que o diesel continue com margem para novos reajustes.

A Esalq apresentou alta de 0,25%. Os preços encontraram resistência para continuar a tendência de alta. A média das negociações continuou em R$3,52.

O açúcar equivalente variou 1,09%. O prêmio em relação ao etanol está na faixa de 7%.

Análise

Gasolina
A PB tem o histórico de deixar o spread entre -R$0,05 e -R$0,07 centavos, segundo a série histórica de preços da petroleira desde 2017. Desta forma, o spread de -R$0,37 ainda deixa a PB pressionada por novos reajustes.

Pela proximidade com o último reajuste, há pouca probabilidade de nova alta nessa semana.

Diesel

O reajuste da Petrobras aliviou momentaneamente a defasagem do combustível. Porém, a alta do dólar deixou o spread na casa dos -R$0,25 e impediu um equilíbrio entre os preços.

Além disso, a Petrobras já sinalizou possível falta de oferta de diesel para o mercado doméstico em Março.

Etanol

A alta na gasolina irá dar fôlego para as usinas manterem o nível de preço por mais tempo.

Não há forte pressão para que as sucroalcooleiras vendam produto rápido, mas a queda de demanda por novas medidas de lockdown em São Paulo e perda da competitividade frente a gasolina pode fazer com que algumas usinas reduzam os valores.

Mesmo com a pequena queda nos últimos dois dias, acreditamos que não há grande espaço para grandes variações. A gasolina continua apresentando margem para alta.

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