Possível reajuste na gasolina poderá acelerar o etanol

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Terça-Feira, 06 de Abril de 2021

Cenário

A decisão da OPEP+ na reunião de quinta-feira (01/04) de aumentar gradualmente sua oferta de petróleo nos próximos meses continuou impactando o mercado nesse início de semana. O aumento das cotações no final da semana passada em meio a um sinal de baixa pro petróleo fez o mercado realizar os lucros com receio do consumo de combustíveis não se recuperar no ritmo esperado. Deste modo, após receber o anúncio da OPEP+ com otimismo, o mercado virou e teve forte queda.

O dólar apresentou queda de -0,77% e continuou cotado em R$5,67.

A gasolina do Golfo teve forte queda de -3,03%. O spread recuou para -R$0,45 com o prêmio de -14,6%. A defasagem da gasolina continua proporcionando grande margem para novos aumentos.

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O Heating Oil caiu -3,23%. O spread chegou a -R$0,08 com o prêmio de –0,4%. O combustível voltou a reduzir a defasagem e se encontra próximo à paridade.

A Esalq subiu novamente, em 0,19%. A demanda continua baixa, mas as usinas estão mais firmes nas ofertas. A paridade entre a gasolina e o etanol hidratado, que chegou a ficar em 60%, voltou a encostar na média histórica do período (65%). A média das negociações retornou à casa dos R$2,88.

O açúcar equivalente apresentou alta de 0,11%. O prêmio em relação ao etanol continua na faixa de 16%.

Análise

Gasolina
A PB tem o histórico de deixar o spread entre -R$0,05 e -R$0,07 centavos, segundo a série histórica de preços da petroleira desde 2017. Desta forma, quando o spread em -R$0,45 deixa a Petrobras muito defasada e com muita pressão para novos reajustes.

Outros pontos devem ser levados em consideração:

  • Queda drástica da demanda;
  • Feriado antecipado em diversas cidades do país;
  • Novo presidente na Petrobras.

Em consequência da manutenção da defasagem em patamares abaixo da paridade internacional, nossa recomendação continua em compras máximas para a gasolina.

Diesel

A alta volatilidade do mercado tem acarretado na mudança constante do cenário do diesel. O combustível voltou a ficar próximo à paridade. O spread de -R$0,08 deixa pouca margem para novos reajustes.

Como a defasagem não é extrema e o mercado internacional está muito volátil, o cenário pode sofrer alterações nos próximos dias.

Desta forma, a indicação é de compras moderadas para o diesel.

Etanol

A paridade entre gasolina e etanol hidratado se encontra em 63,7%. O equilíbrio para esse período do ano seria de no mínimo 65%, indicando margem para subida do álcool.

O quinto dia de alta da Esalq coloca mais força na hipótese que a tendência de queda pode ter se estabilizado.

Além disso, a gasolina se encontra em cenário de alta e pode estimular os preços do etanol.

Com a paridade abaixo de 65% e a gasolina em tendência de alta, indicamos compras moderadas/máximas para o etanol.

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