Forte alta no B100 poderá impactar o combustível diesel C em R$0,30

Quarta-Feira, 07 de Abril de 2021

Cenário

A American Petroleum Institute (API) divulgou estimativa de queda em 2,8 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA. Em consequência disso, o mercado teve leve alta e reduziu as perdas de segunda-feira. O cenário para o consumo do petróleo ainda é incerto e a volatilidade nos preços deve continuar para os próximos dias.

O dólar apresentou queda de -1,31% e continuou cotado em R$5,59.

A gasolina do Golfo teve leva alta de 0,27%. Com a queda do dólar, o spread recuou para -R$0,42 com o prêmio de -13,7%. A defasagem da gasolina continua proporcionando grande margem para novos aumentos.

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O Heating Oil subiu 1,22%. Como a queda do dólar contrabalanceou a alta do índice, o spread permaneceu em -R$0,08 com o prêmio de –0,2%. O combustível voltou a reduzir a defasagem e se encontra próximo à paridade.

A Esalq subiu novamente, em 0,70%. A demanda continua baixa, mas as usinas estão firmes nas ofertas. A paridade entre a gasolina e o etanol hidratado, que chegou a ficar em 60%, voltou a encostar na média histórica do período (65%). A média das negociações retornou à casa dos R$2,90.

O açúcar equivalente apresentou alta de 0,82%. O prêmio em relação ao etanol continua na faixa de 16%.

Análise

Gasolina
A PB tem o histórico de deixar o spread entre -R$0,05 e -R$0,07 centavos, segundo a série histórica de preços da petroleira desde 2017. Desta forma, quando o spread em -R$0,42 deixa a Petrobras muito defasada e com muita pressão para novos reajustes.

Outros pontos devem ser levados em consideração:

  • Queda drástica da demanda;
  • Feriado antecipado em diversas cidades do país;
  • Novo presidente na Petrobras.

Em consequência da manutenção da defasagem em patamares abaixo da paridade internacional, nossa recomendação continua em compras máximas para a gasolina.

Diesel

A alta volatilidade do mercado tem acarretado na mudança constante do cenário do diesel. O combustível voltou a ficar próximo à paridade. O spread de -R$0,08 deixa pouca margem para novos reajustes.

Como a defasagem não é extrema e o mercado internacional está muito volátil, o cenário pode sofrer alterações nos próximos dias.

Em relação ao biodiesel, o leilão 79 foi interrompido pela ANP após os preços chegarem a apontar preço de R$7,50 por litro. Se essa alta se configurar, teremos uma forte alta no combustível a partir de Maio.

Como o impacto no biodiesel é somente em maio e o cenário hoje não é de alta, a indicação continua em compras moderadas para o diesel.

Etanol

A paridade entre gasolina e etanol hidratado se encontra em 64,1%. O equilíbrio para esse período do ano seria de no mínimo 65%, indicando margem para subida do álcool.

O sexto dia de alta da Esalq coloca mais força na hipótese que a tendência de queda pode ter se estabilizado.

Além disso, a gasolina se encontra em cenário de alta e pode estimular os preços do etanol.

Com a paridade abaixo de 65% e a gasolina em tendência de alta, indicamos compras moderadas/máximas para o etanol.

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