Após reajuste, gasolina continua defasada e diesel encontra estabilidade

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Segunda-Feira, 19 de Abril de 2021

Cenário

Após uma semana de otimismo no mercado internacional em relação a melhora do consumo de energia global, o petróleo apresentou uma leve queda na sexta-feira e indicou uma realização de lucros por parte dos investidores. A redução nos estoques de petróleo nos EUA, possível fim dos embargos ao Irã e forte resultado do PIB chinês no primeiro trimestre desse ano foram os fatores que animaram o mercado. Para essa semana, ainda não há uma tendência claramente definida.

O dólar apresentou queda de –0,58% e fechou cotado em R$5,59.

A gasolina do Golfo teve queda de -0,58%. O spread reduziu para -R$0,21 com o prêmio de -14,8%. Mesmo com o reajuste da semana passada, a defasagem da gasolina continua proporcionando margem para novos aumentos.

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O Heating Oil apresentou alta de -0,17%. O spread se manteve em -R$0,06 com o prêmio de -6,9%. O combustível voltou a ficar próximo à paridade.

A Esalq subiu 0,33%. Com a alta da gasolina, a paridade desceu para 69,5%. A média das negociações está na casa dos R$3,22.

O açúcar equivalente apresentou alta de 1,58%. O prêmio em relação ao etanol está na faixa de 16%. O mix continua tendendo para o açúcar.

Análise

Gasolina
A PB tem o histórico de deixar o spread entre -R$0,05 e -R$0,07 centavos, segundo a série histórica de preços da petroleira desde 2017. Desta forma, o spread em -R$0,21 continua deixando a Petrobras defasada e com pressão para novos reajustes.

A defasagem de hoje permitira um aumento da Petrobras acima de R$0,10. Além disso, não há uma tendência clara de queda nos índices internacionais que possa impactar o combustível no curto prazo.

Desta forma, nossa recomendação volta a ser de compras máximas para a gasolina.

Diesel

Com a alta da Petrobras, a defasagem reduziu. O spread de -R$0,06 deixa o combustível doméstico mais barato que o internacional, mas com pouca margem para novos reajustes.

Em resposta a alta dos preços no leilão 79, o governo reduziu a participação obrigatória do biodiesel de 13% para 10%. Porém, caso o preço médio realmente seja em torno de R$7,50, teremos uma forte alta no combustível a partir de Maio.

Com o equilíbrio do spread, a indicação continua em compras moderadas para o diesel.

Etanol

A paridade entre gasolina e etanol hidratado se encontra em 69,5%. O equilíbrio para esse período do ano seria de no mínimo 64%, indicando que o preço do álcool poderá encontrar resistência para continuar subindo nas próximas semanas.

O vetor mais importante agora para o ácool é o timing de moagem das usinas nesse início de safra. Caso a oferta continua baixa nessa semana, os preços poderão subir ainda mais. Por outro lado, a entrada de novas usinas no mercado poderá derreter a cotação do etanol.

Como o cenário é incerto, indicamos compras moderadas para o etanol.

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