Mercado internacional cai forte e abre espaço para redução nos derivados

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Quinta-Feira, 22 de Abril de 2021

Cenário

A preocupação quanto à aceleração do coronavírus na Índia continuou assolando o mercado durante a terça e quarta-feira. Uma possível queda na demanda indiana, segunda nação mais populosa do mundo, poderá afetar as projeções de demanda para o petróleo em 2021. Além disso, a variação dos estoques de petróleo no EUA contrariou as projeções e apresentou alta de 594 mil barris. Em consequência desses fatores de baixa, os índices recuaram forte nos últimos dois dias e continuava apresentando mesma tendência na abertura de hoje.

O dólar apresentou alta de 0,37% e fechou cotado em R$5,57.

A gasolina do Golfo teve queda de -1,33% na terça-feira e -2,21% na quarta-feira. O spread reduziu para -R$0,03 com o prêmio de -0,9%. A defasagem da gasolina reduziu drasticamente com os dois dias de quedas acentuadas e colocou a gasolina em equilíbrio.

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O Heating Oil apresentou queda de -0,66% na terça-feira e -1,77% ontem. O spread atingiu patamar positivo de R$0,07 com o prêmio de 2,4%. O combustível está acima do equilíbrio com a paridade internacional e pode sofrer reajustes pela Petrobras.

A Esalq subiu 0,58%. A paridade atingiu 70,2%. A média das negociações está na casa dos R$3,27.

O açúcar equivalente apresentou alta de 3,33%. O prêmio em relação ao etanol está na faixa de 16%. O mix de produção das usinas continua tendendo para o açúcar.

Análise

Gasolina
A PB tem o histórico de deixar o spread entre -R$0,05 e -R$0,07 centavos, segundo a série histórica de preços da petroleira desde 2017. Desta forma, o spread em -R$0,03 deixa a Petrobras com pouca margem para atuação.

Como a abertura de hoje sinalizou uma possível extensão da queda, há probabilidade da gasolina entrar em cenário de queda.

Desta forma, nossa recomendação passa a ser de compras mínimas/moderadas para a gasolina.

Diesel

O spread de R$0,07 deixa o combustível doméstico acima do equilíbrio com o internacional.

Em resposta a alta dos preços no leilão 79, o governo reduziu a participação obrigatória do biodiesel de 13% para 10%. Porém, caso o preço médio realmente seja em torno de R$7,50, teremos uma forte alta no combustível a partir de Maio.

Em consequência de uma possível redução de preço pela Petrobras, a indicação passa para compras mínimas para o diesel.

Etanol

A paridade entre gasolina e etanol hidratado se encontra em 70,2%. O equilíbrio para esse período do ano seria de no mínimo 64%, indicando que o preço do álcool poderá encontrar resistência para continuar subindo nas próximas semanas.

O vetor mais importante agora para o álcool é o timing de moagem das usinas nesse início de safra. Caso a oferta continue baixa nessa semana, os preços poderão subir ainda mais. Por outro lado, a entrada de novas usinas no mercado poderá derreter a cotação do etanol.

Como o cenário continua incerto, indicamos compras moderadas para o etanol.

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